Wednesday, February 11, 2009

Como?




Dizia Lukács que sem estratégias não seria possível termos táticas. Diante da crise civilizatória que vivemos a pergunta pertinente qual é? Começando do começo. O que é estratégia? Vem do grego strategía, o comando do exército.

“ s. f.,
parte da arte militar que estuda as grandes operações da guerra e lhes prepara o plano;
estratagema;
táctica;
ardil”.

Segundo o Dicionário estratégia teria como sinônimo tática! Vejamos tática: do grego taktiké.

“s. f.,
arte de combater ou ordenar as tropas em posições e locais favoráveis;

fig.,
estratégia ou sistema pensado habilmente de forma a conseguir bons resultados num negócio, num empreendimento, num jogo, etc”.

Então tudo está relacionado a guerra. A luta armada. O dicionário, no caso da expressão “tática” já nos trouxe um sentido figurado, que em muito contribui para a reflexão.
Aqui, no sentido figurado, o dicionário coloca como sinônimos as palavras tática e estratégia.
Deve haver alguma coisa errada ou mal explicada. Ambas são palavras gregas. Por que os gregos criariam duas palavras diferentes que representariam a mesma ação.
Um olhar um pouquinho mais atento nos revela que quem elaborou o dicionário faz um confusão o que não ajuda muito.
Em estratégia temos o verbo estudar. Já na palavra “tática” temos os verbos combater e ordenar. Um teoria, outro prática.
Agora o pensamento de Lukács começa a fazer sentido. A estratégia se faz com tempo e com calma, se estuda. Já a tática tem um tempo-espaço mais curto. É mais imediata.
Irônico que o dicionário classifica o militarismo de “arte”. Mas enfim. Se assim realmente for, então temos um estudo prévio e um improviso que será melhor executado quanto melhor tenha sido o estudo pretérito.
Desta forma, antes de qualquer coisa, precisamos elaborar uma estratégia.
Diante disso devemos passar ao estudo de como se elabora uma estratégia. Devaniando podemos pensar em algumas perguntas essências. Tratando-se de algo militar, significa que temos um inimigo. E se temos um inimigo, temos que vencê-lo.
Mas quem é o inimigo? Eu digo que temos dois. Um externo e um interno. Nada de novo até aí.
Mapiemos o inimigo externo. O sistema financeiro, que é dono de tudo. As elites. A velha luta de classes. Está meio vago ainda? Temos um sistema financeiro, vários bancos e um banco central que emite moeda. Como todo mundo deve dinheiro para eles, de certa forma eles tem todo o sistema produtivo na mão, quando não são de “papel passado” mesmo os donos dos meios produtivos.
Temos dois setores produtivos que podemos, em um primeiro momento, focar a nossa atenção. O setor primário, agricultura, ou seja, produção de alimentos e o setor produtivo secundário, industrial. É isso mesmo? Acho que sim. Produção de bens materiais.
Deixemos por enquanto os prestadores de serviços de fora. Este dois setores que mencionamos são dominados por nossos inimigos. Pessoas que querem explorar a mão de obra de outras, pagar salários de fome e ainda por cima lucrar muito. Grande parte de seu lucro vai para o sistema financeiro em forma de pagamento de empréstimos.
Tendo esse inimigo focado, como podemos tirar das mãos deles esse sistema produtivo de alimentos e industrial. Primeiro, podemos incentivar os nossos produtores, a agricultura familiar e o povo da ecosol. Em segundo lugar, podemos começar a tomar mais e mais fábricas que estejam em processo falimentar. Talvez tenhamos que tomar qualquer fábrica que tenhamos vontade.
De inimigo externo chega por enquanto. Ainda falta visualizar melhor quem é, onde vive e do que se alimenta.
Outro aspecto que temos que conseguir focar é o inimigo interno. Fomos condicionados e educados a viver de uma forma que alimenta esse sistema. Houve uma naturalização de hábitos, condutas e convivências que de normal não possuem absolutamente nada.
Logo temos a necessidade de nos reeducarmos, cambiarmos nosso estilo de vida, nossas ambições. Para isso teremos que mudar hábitos. E de forma massiva. Do contrário, perderemos novamente.
Todo o sistema está estruturado na forma como fomos educados e nos valores e hábitos incutidos pela mídia, ou seja, mudemos nossa forma de viver e eles não terão como se manter.
Reza a lenda que 21 dias é o tempo suficiente para reprogramação celular. Em míseros, mas árduos 21 dias, se consegue alterar hábitos. Neste caso militante os mais urgentes é que mudemos nossa alimentação.
É na alimentação que encontramos mais facilidade de conseguir mudar o destino do nosso dinheiro. Devemos investir nossas migalhas na agricultura familiar e orgânica.
Desta forma é importante que mantenhamos o foco em como conseguir enfraquecer o inimigo. Essa é uma estratégia.
Outra estratégia é nos apoderarmos de meios de comunicação. Precisamos fazer a disputa das mídias .... ela é fundamental para conseguirmos ampliar esse debate sobre como isolar e matar de fome esse sistema.
Outra estratégia é conseguirmos ocupar os espaços democráticos que temos. Ocupar todos e realizar o bom debate. Precisamos treinar nossa retórica e afinar nossos discursos.

Monday, February 09, 2009

É ... que outro mundo é possível? Breve avaliação do FSM!


O FSM em Belém refletiu o que vinha se ampliando em Porto Alegre no decorrer de suas edições. Uma série de painéis, com palestras e gente falando aquilo que se lê em seus artigos semanais e/ou diários. Ou seja, ao invés de lermos o artigo do Emir Sader, por exemplo, eu apreciava a retórica (no sentido Aristotélico, i.e., algo positivo) do sociólogo.

Claro que não podemos esquercer a feira de artesanato, algo que com as devidas ponderações por que depende do artesanato (é que surgem missangas plásticas, o artesanato produzido em série, sabe como é!). Também devemos fazer referência a toda a espécie de suvenirs expostos a venda, como camisetas, chaveiros, lenços, DVD piratas (com bons filmes e documentários diga-se), etc.

Desconfio que as mostras culturais é o que temos de mais revolucionário. Cultura popular, música popular, artesanato e produção popular. Espaços onde o capital tem mais dificuldade de intervir.

O FSM de 2009 também, a exemplo de PoA serviu de palanque para políticos sedutores (aqui a retórica em seu sentido negativo, pois seduzir na política é o mesmo que fazem as agências publicitárias, ou seja, uma violência contra a tua liberdade de escolha. Mas deixemos esse debate para outra oportunidade) e também para politicos mais honestos e democráticos. Ao menos no discurso. Dilma Rousef, por exemplo, ao contrário de Lula, usa de um discurso de racionalidade, extremamente cauteloso é verdade (a mídia estava na torcida por uma palavra mais radical da ministra) mas um discurso que primava pela lógica. Chato sem dúvida. Nada empolgante. Mas honesto, no sentido que te deixa espaço para refletir. Não te seduz. Não te fala o que quer ouvir. Será que é por inabilidade dela em ter esse discurso sedutor a lá Lula ou ela prima realmente pelo discurso democrático?

Mas voltando ao FSM. Ele deveria ser o espaço para definições políticas, articulação entre os movimentos para que pautas e lutas comuns fossem tiradas. Ações conjuntas realizadas. Debates sobre o que fazer e como aglutinar esforços para mais uma vez na história tentarmos tirar o Estado das mãos destes que controlam os sistemas financeiros e as mídias. Ou melhor tirar o sistema financeiro e as mídias desses que as detém atualmente. Enfim, algo mais pragmático, objetivo, vivo.

Em um debate que reuniu Emir Sader, Michael Löwy e Luis Hernández Navarro, uma advertência se repetiu com diferentes matizes: o próprio FSM não está livre dessas ondas. Ou define uma estratégia de luta política que leva em conta o que pode ocorrer nos próximos meses, ou corre o risco de ser soterrado pelos escombros do mundo atual.

Ou seja, o FSM não pode se transformar no mísero direito de balançar as pernas do enforcado, se é que me entendem. O pessoal do direito chama de ius isperniandi. Não pode ser apenas isso.

Tenho a esperança que o FSM não irá confirmar o velho ditado do Barão de Itararé que dizia “De onde menos se espera é dali mesmo que não sai nada”. Acho que algo pode sair do encontro de mais prático e objetivo. Não sei o que, mas chances existem. Os Movimentos Sociais (mais uma vez eles) conseguiram tirar uma agenda. Já a plenária final do FSM é melhor que caia no esquecimento.

Quanto ao Acampamento Intercontinental da Juventude, com razão abandonou o subtítulo de “Cidade das Cidades”. Beirava não ser um acampamento, capit? E ao contrário do que alguns otimistas dizem, não vi uma juventude tão ávida assim por mudanças. Vi sim uma juventude ávida por sexo, drogas e rock n'roll. Coisa que nossos pais e até avós de alguns que lá estavam já faziam nas décadas de 60 e 70. O que aquela geração conseguiu vivemos o resultado.

Uma das experiências hilárias do AIJ, que se realizou na UFRA, era ir nas tendas localizadas naquele campus. Salvo grandes “celebridades” presentes, os painéis de debates e tendas eram frequentados por quem? Claro, por eles e elas, os que já tinham dado adeus a juventude física a alguns anos ou décadas! Acredito que seus espíritos ainda são jovens. Os velhos militantes me dão mais esperança do que os novos.

Lembremos ainda dos 146 milhões de reais despejados em Belém para o FSM. Não haviam ônibus suficientes para o transporte!! Porto Alegre em sua última edição contou com 15 milhões. Me recordo de ter banheiros suficientes e de transporte para PUC (argh!) todos os dias, com ar condicionado! Não vou listar todos os problemas estruturais do FSM. Mas onde foram investidos os 146 milhões mesmo? Seria na estrada nova que fizeram entre a UFRA e a UFPA? Asfalto colocado para gringo ver, já que a comunidade não sabia o que era recapagem a anos! Melhor que nada, dizem! Bueno, viva o povo de Terra Firme, mesmo com toda a violência que lá existe, são heróis que não se deram conta de sua força!

Deixemos também a desprogramação de lado, chega de falar mal do FSM.

Afinal, e para concluir, sempre é um encontro válido. Muito pior seria se o FSM não existisse. Ficou um pouco o cheiro de engodo é verdade, contudo ainda é o nosso engodo e as nossas contradições.

Realmente um lugar em que temos a Eletronorte que constrói barragens e que tem lá também o movimento nacional de luta contra as barragens, um lugar que tem “recarga vivo”, “recarga tim”, máquinas de coca-cola (com o ridículo disfarce de “geladão”) e ao mesmo tempo faixas anticapitalistas irá construir um outro mundo. Não tenhamos dúvida, um outro mundo sempre é possível e é contruído todos os dias. Mas qual outro mundo é possível? Esse slogan é um copo vazio, mas não esqueçamos que um copo vazio está cheio de ar!

Sejamos claros camaradas! Queremos um mundo que não seja capitalista e que seja extremamente democrático. Larguemos de papo-furado!

O grande aspecto positivo desta edição do FSM foi sem dúvida a possibilidade de maior diálogo e conhecimento dos povos indígenas. Talvez nos povos originários encontremos as respostas que precisamos para criar um outro mundo que abandone e faça do capitalismo parte da história!


Sunday, February 08, 2009

A mudança de hábitos como forma de romper com o sistema capitalista






Camaradas, quero debater com vocês hoje sobre a necessidade de mudarmos nossos hábitos.
Os nossos hábitos é que garantem a ordem social vigente. Quando optamos por lutar contra a ordem
organizada pelos grandes capitalistas, donos do sistema financeiro, donos dos meios de comunicações
e da indústria do cinema que molda nossos hábitos e nos diz o qual é o estilo e o modo de vida que
devemos ter, necessário se faz termos a consciência que apesar de termos sido educados a viver desta maneira
devemos romper com isso, como uma forma de luta cotidiana.
Sem dúvida trata-se de uma luta complicada, mas necessária. Quando olhamos para história, vemos que de quase tudo
já se tentou. Não tivemos exito camaradas. O capital permeia tudo. A URSS estava recheada de investimentos capitalistas
e era uma nulidade em termos democráticos. O capital encontra solo fértil quando o ingrediente democrático está
ausente.
As mobilizações de massa são fracas e o medo é o que vige. O ser humano receia mudanças, mesmo que a realidade
seja miserável e domesticada.
Percebam, quando compramos carros novos, alimentamos a indústria automotiva. Quando destruímos nossos corpos
com hábitos não saudáveis, quem está no poder, e infelizmente poder também é força, os que dominam se regozijam!
Quando consumimos os programas de TV, rádio, jornal, internet devemos ter muito cautela em quem estamos ouvindo.
Qualquer coisa industrializada, principalmente alimento e vestuário e tecnologia, quando os consumimos,
alimentamos e fortalecemos aqueles que queremos derrubar.

Assim sendo camaradas, temos o devir revolucionário de mudarmos os nossos hábitos de forma violenta, que nos
causará, sem sombra de dúvida desconforto, e em alguns mais apegados a essa forma de viver até sofrimento. Mas
isso tem se mostrado indispensável.
Camaradas, fiquemos atentos ao que de fato temos condições de atingir em prazo imediato.
Devemos deixar de consumir produtos produzidos por grandes conglomerados capitalistas. Por exemplo:
Não devemos tomar cerveja produzida pela ambev. Não devemos fumar cigarros produzidos pelas grandes do cigarro.
Mas vocês se perguntam: Mas como isso?
Estamos completamente cercados seu idiota!
Como seria isso possível nas grandes metrópoles? A resposta é essa: Consumamos o mais artesanal
possível. Consumamos o orgânico e o produzido por cooperativas. Consumamos alimentos in natura!
Devemos mapear os locais onde estes produtos estão disponíveis e organizarmos nossas compras e assim proceder
todos os dias.
Nossas comprar roupas também neste sentido. Compremos os produtos produzidos pela economia popular solidária.
Nosso custo de vida provavelmente vai aumentar, mas temos que fortalecer esses setores.
Precisamos aumentar o nosso conhecimento sobre como se alimentar e sobre como administrar o nosso corpo
e desta forma conseguir entender que precisamos de uma alimentação que tenha como base o consumo de alimentos
in natura (frutas, hortaliças, legumes, cereais) ao invés de alimentos processados. Devemos reduzir o consumo
de animais e de seus produtos derivados.
É necessário disciplina camaradas, mas se nao tivermos essa consciência e essa mudança de hábitos teremos que contar
com uma intervenção intergalática, contar com ecatombes naturais para essa máquina da morte pare. É temerário
contarmos com isso. Precisamos acordar e reagir.
Aquelas(es) mais ousadas(os) que tiverem a oportunidade devem aproveitar a chance e ir viver em comunidades
alternativas e que pratiquem a autosustentabilidade, devem fazê-lo imediatamente para que tenhamos mais controle
sobre as formas produtivas.
Não se trata de abandonar a sociedade, mas sim de enfraquecer aqueles que acham que podem domesticar seus semelhantes.
Devemos dizer: Não queremos a sua comida! Não queremos a sua roupa! Não queremos os teus valores e hábitos!
Trabalhadores e trabalhadoras, tomem as fábricas! Fundem cooperativas! Seus empregos serão destruídos de qualquer
forma, não se iludam. Mais uma crise está ai! Mas uma vez as mesmas famílias vão lucrar as custas das milhões
de vidas que irão perecer em guerras que eles já estão fomentando! Vermes! Não, chamar vocês de vermes é uma
ofensa aos vermes que prestam um serviço inestimável a natureza e a vida! Sois um vírus, um parasita que destrói
os teus semelhantes e teu local de vida, na maior prova de tua completa irracionalidade!

Por fim, quero chamar a atenção que precisamos parar imediatamente! Precisamos mudar urgentemente os nossos hábitos!
Assim ficaremos mais fortes e eles mais fracos. Assim teremos mais condições de fazer a revolução necessária!
Camaradas, isso é apenas parte daquilo que precisamos fazer, mas é fundamental! Eles confiam na mídia! Devemos
peremptóriamente desobedecer o que a mídia nos diz! Mudemos nossos hábitos, fortaleçamos os nossos meios de produção!
Desintoxiquemos os nossos corpos! Mudemos o nosso vestuário! Mudemos nossa forma de morar! E nada de carro zero!
Devemos apenas comprar carros se estritamente necessário e deve ser usado!
Abandonemos o sonho de vida estadunidense! Olhemos para os índios, com eles temos o que aprender!

Sorte a tod@s e viva a Revolução! A história apresenta nova chance, venceremos!

Wednesday, July 23, 2008

Seu Madruga



Seu Madruga, antes de qualquer coisa era um vagabundo por excelência. Em mais um dos episódios clássicos do programa do Chaves acontece uma cena ilária. Seu Madruga sai para buscar trabalho e volta para casa triste e cabisbaixo. Então Chiquinha, sensível as reações de seu pai, lhe pergunta: "O que houve papi, não encontrou emprego?". No que prontamente seu Madruga responde: Muito antes pelo contrário minha filha". Nós do Benditos Rebeldes, rendemos essa homenagem, mais do que merecida, a este clássico vagabundo, a esse Bendito Rebelde que foi o Seu Madruga.




No Programa do Chaves

Sua vida não foi somente a de um saco de pancadas. Muito menos a de um chimpanzé reumático. Como todo mundo, ele também tem uma história. Sempre vestido com calças jeans velhas e desbotadas, uma camiseta que provavelmente um dia foi preta, um chapéu de jeans e um tenis pra lá de surrado. Essas são caracteríscticas únicas que podem ser resumidas em duas palavras: SEU MADRUGA.
Um personagem simples, que leva uma vida simples... Ele é o pai de Chiquinha, e ficou viúvo nove anos atrás, quando ela nasceu, pois sua mulher preferiu que a filha nascesse. É um homem maduro, analfabeto, pois nunca terminou a escola. Ao invés de estudar, teve de trabalhar muito para sobreviver. Hoje em dia, embora diga que lhe faltam oportunidades, Seu Madruga se deixou entregar à preguiça, e foge do trabalho como o diabo foge da cruz. Tenta sobreviver como pode, fazendo toda a sorte de bicos, como o 'Velho do Saco', sapateiro, e como barbeiro, por exemplo.
Solteirão, É alvo constante das cantadas de Dona Clotilde. A velha senhora vê neste viúvo a chance para desencalhar, e tenta apanhá-lo pelo estômago, que é uma de suas maiores fraquezas. Mas ele gosta mesmo é da tia da Paty, que mora no 21, em cima das escadarias, defronte à sua casa, que é no número 72. Madruga vê no Chaves seu reflexo de quando ele era criança, e tenta ser tolerante com as encrencas que o garoto arruma. Mas quando o Chaves apronta alguma com o Quico, o bochechudo logo grita em busca de sua mãe, e a velha Dona Florinda irrompe porta afora, já acusando Seu Madruga de ter feito o filho chorar (embora algumas vezes isso seja verdade, quando Madruga o belisca). Aí, ela o esbofeteia, Quico o chama de gentalha, ele perde o controle e joga o boné no chão, pisoteando-o. Neste meio tempo, surge o Chaves, e diz algo engraçado sobre sua vovozinha. E lá vai o Chaves tomar um croque, que vai colocá-lo a chorar e a se esconder no barril.
Seu Madruga vive sempre fugindo do Sr. Barriga por não pagar os seus religiosos 14 meses de aluguel que lhe deve. Seu Madruga não é um cínico, pois ele realmente tem vergonha de não ter o dinheiro para pagar o aluguel, mas se agüenta como um bom macho!




Na vida real* (na foto, Seu Madruga na juventude)

Seu nome era "Don" Ramón Valdez. Seu pai trabalhava com teatro, e então desde criança nosso Seu Madruga já tinha uma veia artística (ele era dos únicos do seriado que já tinham alguma experiência anterior com teatro/tv/cinema). Infelizmente Ramón Valdéz não está mais conosco. Ele morreu no dia 9 de agosto de 1988. de câncer no pulmão devido ao fumo em excesso.
Antes de ser ator, era dono de uma lanchonete na Cidade do México, que acabou falindo. Então ele se inscreveu em um concurso para ser comediante e passou no teste. Fez tele novelas, um seriado de comédia (tipo Casseta e Planeta) que em pouco tempo saiu de moda, pois era pouco assistido.
Então surgiu a obra prima: Roberto Gomez Bolaños, que convidou-o para fazer um seriado (Chaves e Chapolin). Aí sim fez muito sucesso e a produção deu uma grande renda. Assim a estrela de Seu Madruga brilhou! A
super produção faturou muito e Don Ramón juntou dinheiro para comprar sua casa própria e foi ficando famoso e conhecido mundialmente. Ficou milionário.
Don Ramón saiu do Chaves e Chapolin em outubro de 85 (que após sua sua saída só gravou mais 13 episódios) e foi fazer um programa com o Quico. Resultado:um fracasso. Só passou duas semanas no ar pela rede Tele Uno. Em janeiro de 88, descobre que está com câncer em estado avançado e que dali pra frente só durou até 9 de agosto do mesmo ano, falecendo de câncer no pulmão por excesso de fumo.
Quando Seu madruga morreu o pessoal do seriado tentou colocar a bisavó da Chiquinha no lugar dele. Mas não deu certo, pois nada e ninguém conseguiria substituir Seu Madruga. Só ele conseguiria fazer aquele papel.
Quando houve a sua morte, o grupo se dispersou sendo que o pessoal continuou na carreira solo, mas no começo de 90, se juntaram e fizeram uma nova série de Chesperito. Hoje o "Chaves" é casado com a "Dona Florinda" o "Quico" e a "Chiquinha" tem um circo e a "Bruxa do 71" morreu de velhice.




*ninguém sabe ao certo qual das vidas é a real do Seu Madruga ou Don Ramon, o persongem é indissociável desse personge!

Sunday, June 08, 2008

A hora do Rio Grande Rebelde !


O Rio Grande vive uma semana D!



Depois de 7 longos meses em silêncio e obsevando o processo de avanço transformador na América Latina, a virada de jogo, a Roda Viva, voltamos a nos manisfestar.


O momento é único. E como bem lembrou o Diário Gauche, como dizia Lênin (mais um bendito rebelde), vivemos aquela semana que talvez valha por anos. Tudo indica que sim. A direita, a burguesia, encontra-se em frangualhos em nosso estado, em nossa querência. Único estado que possui secretária de Relações Internacionais, por sua posição geográfica, ainda desconhemos os efeitos de uma possível derruba de uma direita no poder aqui no Estado e o impacto que isso pode ter na região. Estão encurralados, é o momento de agir.


Após um desgaste de meses, de diversas denúncias de corrupção, de confessa apropriação da máquina pública para faovorecer interesses escusos, o governo neo-liberal de Yeda Crusius (PSDB) sangra e sente o seu falecimento logo ali. TEMOS O DEVER DE INCLUIR O TRABALHADOR COMUM, NÃO ORGANIZADO, AUTONOMO, NAS RUAS PROTESTANDO!!


Chegou mais uma encruzilhada histórica, mais uma vez o povo gaúcho é conclamado a mudar os rumos da história e dessa vez, ao contrário da guerra dos farrapos e da campanha da legalidade, as forças de fato produtivas, @s trabalhad@res não podem e não vão falhar.


O Rio Grande do Sul vive mais um momento histórico ao longo de sua história. Mais uma vez os populares são chamados a dizer um sonoro grito de "Já Basta!". Chega de parasitas roubando o povo e sucateando a coisa pública para atender a interesses particulares/privados. Temos um governo estadual comprometido com as multinacionais, com a burguesia internacional, defensor do estado mínimo. Urge que as forças populares vá para as ruas para combater e expulsar desta amada querência esta quadrilha de opressora. O Pampa sendo destruído, os Movimentos Sociais oprimidos, em especial o MST; milhares de escolas (não é exagero) tendo suas atividades encerradas. Enfim, símbolos do nosso estado, símbolos da Democracia e da República que merecem o nosso sangue se necessário para defendê-los. Este é o FIM DA LINHA para os traidores da Pátria Gaúcha. Já Basta! Onde há vontade, há um caminho e que sirvam nossas façanhas de modelo a toda terra! FORA GOVERNO YEDA!!!


Quem serão os benditos rebeldes deste episódio?

Tuesday, November 06, 2007

A outra campanha - Exército Zapatista de Libertação Nacional

Um movimento armado, majoritariamente indígena, que não acredita nas armas e não pretende a tomada do poder. Uma guerrilha não convencional que prefere a força das palavras em lugar de fuzis e que dá voz aos sem voz. Entre tantos aparente paradoxos, o movimento zapatista, representado pelo EZLN - Exécito Zapatista de Libertação Nacional e pelas comunidades indígenas do sudeste do México, que são suas bases de apoio e sua carametade civil, supreende e instiga a curiosidade do mundo desde janeiro de 1994, quando apareceu publicamente nas selvas e pequenas cidades do empobrecido estado de Chiapas.
De lá para cá, os zapatistas souberam resistir aos ataquesw e pressões do governo, do exército federal e de grupos paramilitares. Com criatividade e generosidade política, estenderam inúmeras pontes de diálogo com a sociedade civil nacional e mundial, que retribuiu com solidariedade efetiva em momentos cruciais. Depois de mais de 12 anos de luta e resistência, o movimento zapatista sobrevive e se expande, propondo novamente um diálogo com amplos setores da sociedade mexicana através da sua iniciativa mais recente, "La Otra Campaña", uma caravana que desde janeiro de 2006 percorre todos os cantos do México, de sula norte, entre montanhas e pelo litoral, nas pequenas vilas ou aldeias e nas grandes metrópoles do país. após um longo período de silêncio, em 19 de junho de 2005 os zapatistas lançam um comunicado dirigido à sociedade civil e decretam alerta vermelho em todo o território insurgente, o que faz com que muitos olhos e ouvidos se voltem novamente para chiapas. Especulações sobre o que poderia acontecer percorrem o país. Fala-se em possibilidade de nova ofensiva do exército federal sobre comunidades indígenas, rumores de enfrentamento com tropas do EZLN. Novo Silêncio. Um mês depois, o alerta vermelho é suspenso pelo Comitê Clandestino Revolucionário Indígena, a comandância zapatista, em mais um comunicado, que indica também mudanças na forma de funcionamento dos "caracoles", com maior participação das bases de apoio indígenas em sua gestão. São cinco os caracóis, centros de contato político e cultural das comunidades zapatistas com a sociedade civil nacional e internacional: La Garrucha, La Realidad, Oventik, Roberto Barrios e Morelia. Antes se chamavam "Aguascalientes" e haviam sido construídos para sediar o I Encontro Intercontinental pela Humanidade e contra o Neoliberalismo, em 1996.
O objetivo dos zapatistas com o alerta vermelho era chamar a atenção da sociedade e da mídia para a proposta política que fariam a seguir, e isso foi logrado. Mas também houve críticas de vários setores, que entenderam como brincadeira de mau gosto o alerta vermelho "falso". Nos dias seguintes, começam a ser divulgados comunicados que tiveram grande repercussão dentro e fora do país. Em três partes, eles formaram a Sexta Declaração da Selva Lacandona. No primeiro documento, há um resgate histórico do movimento zapatista, suas origens, sua constituição, suas propostas, com um resumo dos avanços obtidos em sua luta desde a aparição pública de janeiro de 1994 até os dias atuais. A segunda parte recupera a cosmovisão zapatista, com uma análise da conjuntura política, econômica e social do mundo hoje, além de uma leitura crítica da globalização e seus efeitos.
Também há referências à situação do México, com destaque para as conseqüências práticas da implantação do TLC - Tratado de Livre Comércio com os Estados Unidos e o Canadá. Na terceira e última parte da Declaração, o EZLN lança uma nova proposta direcionada a amplos setores da chamada sociedade civil, reconhecendo nas organizações de base, nos movimentos sociais autênticos, nas agrupações de esquerda e nos cidadãos, cada qual a seu modo e a partir de seu lugar de atuação na sociedade, aliados importantes na luta pela construção de alternativas reais ao neoliberalismo. Os zapatistas propõem um " plano para ir a todas as partes do México onde exista gente humilde e simples" para perguntar a estas pessoas "como é a sua vida, sua luta, seu pensamento sobre como está nosso país e como fazemos para que não nos derrotem". Anunciam que uma delegação do EZLN sairá percorrendo todos os roncões mexicanos e convidam a todos que queiram somar-se a esta "Campanha Nacional para a construção de uma outra forma de fazer política, de um programa de luta nacional e de esquerda e por uma noca Constituição".
Na comunidade chiapaneca de San Rafael, no dia 06 de agosto de 2005, um sábado, o sub-comandante Marcos reaparece publicamente depois de cinco anos, e se reúne para discutir uma ampla plataforma política com delegados de organizações não-governamentais, camponesas e sindicais. Aos presentes e através de comunicados, os zapatistas fazem o lançamento de "La Otra Campaña", um conjunto de iniciativas para colocar em prática as propostas contidas na Sexta Declaração. O EZLN pede a adesão daqueles cidadãos e organizações sociais que concordam com os termos propostos no documento, dentro do México. O "sup" Marcos é o primmeiro a subscrever sua adesão e por isso se converte desde então em "delegado Zero". Os demais delegados zapatistas que irão percorrer o país em caravana integram a Comissão Sexta do EZLN. Em nível mundial, é lançada a Sexta internacional (www.zeztainternazional.org) que reúne as adesões, apoios e solidariedade de várias partes do planeta.
Primeiro de janeiro de 2006, comunidade de La Garrucha, município de Ocosingo. A bordo de uma motocicleta Yamaha de 625 cilindradas, batizada de "Sombraluz", ao meio-dia o subcomandante Marcos, agora delegado Zero, parte em caravana para percorrer todo o país, iniciando a "Otra Campanha", paralelamente às campanhas dos partidos convencionais para as eleições de 2 de julho deste ano. Todo vestido de negro, inclusive o capacete, Marcos leva no bagageiro de sua moto o símbolo da Sexta, "el pingüino" (o pingüim). Não reconhecido por seu tradicional gorro "pasamontañas" e sua farda, ocultos debaixo da vestimenta negra de motociclista, o "sup" passa despercebido pela multidão de jornalistas, fotógrafos e cinegrafistas que aguardam a partida da delegação zapatista. Continua ....

Tuesday, October 09, 2007

O sangue da direita

A direita é de direita e gosta de sangue. Quando não consegue impor suas idéias e seus interesses, apela para a força, sem limites, não importa quanto sangue corra. Quando discute, trata de impor as condições de sangue: até hoje a Alemanha, país que promoveu a maior “limpeza étnica” da história da humanidade, com o nazismo, mantém o direito de cidadania vinculado ao sangue, isto é, à ascendência alemã e não ao direito de território, que continua negando, mesmo aos netos de turcos, por exemplo, os mesmos direitos dos alemães de origem sanguínea.Por mais que certa imprensa promova o charme de Sarkozy, o novo presidente da França, ele não esconde sua ideologia e seu programa de governo. Os imigrantes são vítimas privilegiadas, com lista de expulsão, valendo-se da cobertura de ex-dirigentes socialistas reconvertidos ao governo de direita e ministros e ministras de origem árabe, para fazer o trabalho sujo.Entre eles, uma proposta, já aprovada pelo Senado, de exames de DNA para confirmar se um imigrante que solicita ingresso na França como filho ou filha, tenha realmente esse vínculo. Apelam para a prova de sangue, que lhes parece a prova irrefutável do vínculo familiar.A reação não se fez esperar. Quem lançou a campanha de reação, na falta de dirigentes políticos que o façam - desconcertados ainda pela derrota eleitoral e as renúncias de dirigentes socialistas que foram ao governo e ao FMI, nomeados por Sarkozy -, foi o semanário de humor Charlie Hebdo. Com um manifesto que diz que a proposta do governo “introduz a genética na era de uma utilização, não mais apenas médica e judiciária, mas a partir de agora em função de um controle estatal”.Ela coloca três tipos de problemas, segundo o manifesto. Em primeiro lugar, de ordem ética. “A utilização de testes de DNA para saber se uma criança pode vir ou não reunir-se a um parente na França coloca diretamente esta questão: desde quando a genética vai decidir quem tem o direito ou não de se instalar em um território? Além disso, desde quando uma família deveria se definir em termos genéticos? Seu pai ou sua mãe são as pessoas que dão amor, proteção e educação aos que eles reconhecem como seus filhos.”Esse projeto de lei vai, também, destruir o importante consenso da lei sobre a bioética que impedia as utilizações da genética contrarios à concepção da França da civilização e da liberdade.Finalmente, segundo o manifesto de Charlie Hebdo, se inscreve em um contexto de suspeita generalizada e recorrente em relação aos estrangeiros que chegam para ameaçar a vida da sociedade. As eventuais fraudes sobre regraupação familiar são reconhecidamente marginais em relação às cifras de crianças. “Em outras palavras, o projeto de lei instaurando o DNA não tem como função lutar contra uma fraude hipotética, mas sim participar dessa visão dos imigrantes que nós recusamos com toda energia.”Trata-se, assim, diz o manifesto, de um projeto de lei que, nos planos ético, científico e da vida em comunidade, introduz mudanças profundamente negativas. E solicita uma adesão que leve o governo a retirar a proposta que introduz uma reposta biológica a uma questão política, a romper as condições estáveis de um debate democrático, sereno e construtivo sobre as questões ligadas à imigração.As adesões foram generalizadas, desde artistas que não costumam se pronunciar sobre temas políticos, como Jeanne Moreau, Isabelle Adjani, dirigentes da oposição, como Ségolène Royal, Laurent Fabius, Pierre Mauroy, intelectuais como Jorge Semprun, Bernard-Henry-Lèvy, mas também políticos de direita, do mesmo partido de Sarkozy, como Dominique de Villepin ou de centro, como o ex-candidato à presidente, François Bayrou.A direita pode tentar se esconder atrás de declarações pretensamente progressistas sobre direitos sociais, diversidade cultural, etc, mas em certos temas sua visão repressiva e violenta se revela plenamente. Daí sua oposiçao feroz às políticas de cotas na educação, no trabalho, daí suas posições preconceituosas sobre os imigrantes, daí seu apelo aos argumentos de sangue ou diretamente à repressão sangrenta.

Postado por Emir Sader

Che - Breve biografia

Ernesto Guevara de la Serna nasce na cidade argentina de Rosário no dia 14 de junho de 1928, no seio de uma família aristocrática porém de idéias socialistas. Desde pequeno sofre ataques de asma e por essa razão em 1932 se muda para as serras de Córdoba. Estudou grande parte do ensino fundamental em casa com sua mãe. Na biblioteca de sua casa havia obras de Marx, Engels e Lenin, com os quais se familiarizou em sua adolescência.
Em 1947 Ernesto entra na Faculdade de Medicina da Universidade de Buenos Aires, motivado em primeiro lugar por sua própria doença e desenvolvendo logo um especial interesse pela lepra. Durante 1952, realiza uma longa jornada pela América Latina, junto com seu amigo Alberto Granados, percorrendo o sul da Argentina, o Chile, o Peru, a Colômbia e a Venezuela. Observam, se interessam por tudo, analisam a realidade com olho crítico e pensamento profundo. Ernesto regressa a Buenos Aires decidido a terminar o curso e no dia 12 de julho de 1953 recebe o título de médico.
Em julho de 1953, inicia sua segunda viagem pela América Latina. Nessa oportunidade visita Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Panamá, Costa Rica, El Salvador e Guatemala. Ao visitar as minas de cobre, as povoações indígenas e os leprosários, Ernesto dá mostras de seu profundo humanismo, vai crescendo e agigantando seu modo revolucionário de pensar e seu firme antiimperialismo. Na Guatemala conhece Hilda Gadea, com quem se casa e de cuja união nasce sua primeira filha.
Convencido de que a revolução era a única solução possível para acabar com as injustiças sociais existentes na América Latina, em 1954 Guevara marcha rumo ao México, onde se une ao movimento integrado por revolucionários cubanos seguidores de Fidel Castro. Foi aí onde ele ganhou o apelido de "Che", por seu jeito argentino de falar.
A fins da década de 1950, quando Fidel e os guerrilheiros invadem Cuba, Che os acompanha, primeiro como doutor e logo assumindo o comando do exército revolucionário. Finalmente, no dia 31 de dezembro de 1958, cai o ditador cubano Fulgencio Batista.
Após o triunfo da Revolução, Che Guevara se transforma na mão direita de Fidel Castro no novo governo de Cuba. É nomeado Ministro da Indústria e posteriormente Presidente do Banco Nacional. Desempenha simultaneamente outras tarefas diversas, de caráter militar, político e diplomático. Em 1959 casa-se, em segundas núpcias, com sua companheira de luta, Aleida March de la Torre, com quem terá mais quatro filhos. Visitam juntos vários países comunistas da Europa Oriental e da Ásia.
Oposto energicamente à influência norte-americana no Terceiro Mundo, a presença de Guevara foi decisiva na configuração do regime de Fidel e na aproximação cubana ao bloco comunista, abandonando os tradicionais laços que tinham unido Cuba e Estados Unidos.
Em 1962, após uma conferência no Uruguai, volta à Argentina e também visita o Brasil. Che Guevara esteve ainda em vários países africanos, principalmente no Congo. Lá lutou junto com os revolucionários antibelgas, levando uma força de 120 cubanos. Depois de muitas batalhas, terminaram derrotados e no outono de 1965 ele pediu a Fidel que retirasse a ajuda cubana.
Desde então, Che deixou de aparecer em atividades públicas. Sua missão como embaixador das idéias da Revolução Cubana tinha chegado ao fim. Em 1966, junto a Fidel, prepara uma nova missão na Bolívia, como líder dos camponeses e mineiros contrários ao governo militar. A tentativa acabou significando sua captura e posterior execução no dia 9 de outubro de 1967. Os restos do Che descansam no mausoléu da Praça Ernesto Che Guevara em Santa Clara, Cuba.
"Nasci na Argentina; não é um segredo para ninguém. Sou cubano e também sou argentino e, se não se ofendem as ilustríssimas senhorias da América Latina, me sinto tão patriota da América Latina, de qualquer país da América Latina, que no momento em que fosse necessário, estaria disposto a entregar a minha vida pela liberação de qualquer um dos países da América Latina, sem pedir nada para ninguém, sem exigir nada, sem explorar ninguém."




O SOCIALISMO E O HOMEM EM CUBA (1965)



«O caminho é longo e cheio de dificuldades. Às vezes, por extraviar a estrada, temos que retroceder; outras, por caminhar depressa demais, nos separamos das massas; em ocasiões, por ir lentamente sentimos de perto o hálito daqueles que pisam nos nossos calcanhares. Em nossa ambição de revolucionários, tratamos de caminhar o mais depressa possível, abrindo caminhos, mas sabemos que temos que nutrir-nos da massa e que esta só poderá avançar mais rápido se for alentada com nosso exemplo.»



MENSAGEM AOS POVOS DO MUNDO (1967)



«Toda a nossa ação é um grito de guerra contra o imperialismo e um clamor pela unidade dos povos contra o grande inimigo do gênero humano: os Estados Unidos da América do Norte. Em qualquer lugar que a morte nos surpreenda, que seja bem-vinda, sempre que esse, nosso grito de guerra, tenha chegado até um ouvido receptivo, e outra mão se estenda para empunhar nossas armas, e outros homens se prestem a entoar os cantos pesarosos com estrondos de metralhadoras e novos gritos de guerra e de vitória.»

Ernesto Che Guevara


Revolucionário e líder político latino-americano, cuja negação a aderir-se tanto ao capitalismo quanto ao comunismo ortodoxo, transformou-o num emblema da luta socialista. Por sua aparência selvagem, romântica e revolucionária, Che Guevara significa hoje uma lenda para os jovens revolucionários de todo o mundo, um exemplo de fidelidade e total devoção à união dos povos subjugados.

Friday, September 21, 2007

Conselho Indigenista Missionário - Quem somos?

O Cimi é um organismo vinculado à CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) que, em sua atuação missionária, conferiu um novo sentido ao trabalho da igreja católica junto aos povos indígenas.
Criado em 1972, quando o Estado brasileiro assumia abertamente a integração dos povos indígenas à sociedade majoritária como única perspectiva, o Cimi procurou favorecer a articulação entre aldeias e povos, promovendo as grandes assembléias indígenas, onde se desenharam os primeiros contornos da luta pela garantia do direito à diversidade cultural.
O objetivo da atuação do Cimi foi assim definido pela Assembléia Nacional de 1995: “Impulsionados(as) por nossa fé no Evangelho da vida, justiça e solidariedade e frente às agressões do modelo neoliberal, decidimos intensificar a presença e apoio junto às comunidades, povos e organizações indígenas e intervir na sociedade brasileira como aliados (as) dos povos indígenas, fortalecendo o processo de autonomia desses povos na construção de um projeto alternativos, pluriétnico, popular e democrático.”
Os princípios que fundamentam a ação do Cimi são:
- o respeito a alteridade indígena em sua pluralidade étnico-cultural e histórica e a valorização dos conhecimentos tradicionais dos povos indígenas;- o protagonismo dos povos indígenas sendo o Cimi um aliado nas lutas pela garantia dos direitos históricos;- a opção e o compromisso com a causa indígena dentro de uma perspectiva mais ampla de uma sociedade democrática, justa, solidária, pluriétnica e pluricultural.
E para esta nova sociedade, forjada na própria luta, o Cimi acredita que os povos indígenas são fontes de inspiração para a revisão dos sentidos, da história, das orientações e práticas sociais, políticas e econômicas construídas até hoje.

Guarani fazem campanha por demarcação de terras














21/09/2007

Patrícia Benvenuti - Agência Chasque


Nesta sexta-feira, dia 21, vai ser lançada a campanha Povo Guarani, Grande Povo em uma aldeia próxima ao município de Caarapó, no Mato Grosso do Sul. A ação pretende fortalecer a articulação do povo guarani e intensificar a luta pelos seus direitos.Segundo o vice-presidente do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), Roberto Liebgott, é importante chamar a atenção da sociedade para os problemas que os indígenas enfrentam no Brasil, especialmente para a lentidão na demarcação de suas terras. Os Guarani também passam por outras dificuldades, como a falta de estrutura nas aldeias e a precariedade da saúde.“O povo Guarani é o que mais tem dificuldades no que se refere à demarcação de suas terras. É a maior população indígena do país, são mais de 80 mil indígenas Guarani que enfrentam muitas dificuldades, principalmente em função de que suas terras foram colonizadas, entregues para colonizadores no passado, e hoje, a maioria dos grupos desse povo vivem em pequenas áreas ou em acampamentos de beira de estrada como ocorre no Rio Grande do Sul”, afirma.A campanha também quer pressionar o governo federal a criar grupos de trabalho para pesquisar e reunir informações para a demarcação das terras indígenas. De acordo com Liebgott, a situação da demarcação está mais crítica no Mato Grosso do Sul e na região Sul do país. No Rio Grande do Sul, existem pelo menos 51 áreas indígena dos povos Guarani e Cainguangue. Das 27 áreas Guarani, apenas cinco foram demarcadas até hoje pelo governo federal.No lançamento, vão estar presentes entidades e lideranças indígenas de vários estados do Brasil e da América Latina. A campanha foi lançada no Rio Grande do Sul em abril, durante o Segundo Encontro Internacional Sepé Tiaraju e o Povo Guarani, em Porto Alegre. Atualmente, vivem no Estado 1,5 mil Guarani

MST lança vídeo documentário sobre o 5° Congresso Nacional


Na tarde do próximo sábado, dia 22, o MST lança o vídeo-documentário "Lutar Sempre! - 5°Congresso Nacional do MST". O vídeo de 30 minutos pretende ir além do registro daquele que foi considerado o maior congresso de camponeses da história na América Latina, tendo como objetivo ser um material que contribua para o debate sobre a questão da propriedade da terra e a Reforma Agrária no Brasil. O lançamento será as 15 horas na Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF), em Guararema, SP. "Lutar Sempre! - 5° Congresso Nacional do MST" é fruto de uma construção coletiva que se deu a partir de um curso de formação de militantes do MST e da Via Campesina nas áreas de cultura e comunicação. Todo o processo de preparação, discussão e, posteriormente, de edição foi realizado no Ponto de Cultura da Escola Nacional Florestan Fernandes.O 5° Congresso foi uma marco na história do MST, reunindo em Brasília, entre os dias 11 e 16 de junho, cerca de 18 mil militantes, trabalhadores rurais e convidados. Além dos brasileiros, o Congresso também reuniu uma delegação com mais de 180 delegados internacionais. O lançamento do vídeo acontecerá durante a inauguração do Auditório da ENFF, que receberá o nome de Patativa do Assaré, em homenagem ao um dos maiores poetas

nordestinos do século 20.Programação15:00 - Abertura15:30 - Conferência: "O papel da arte e da cultura no processo de formação da consciência" com: Prof. Dr. Luiz Ricardo Leitão e Profª. Silvia Adoue16:30 - Fala inaugural: "O Legado de Patativa do Assaré para o MST"17:00 - Lançamento do vídeo-documentário "Lutar Sempre! - 5° Congresso Nacional do MST"Após a Inauguração do Auditório convidamos a todos e todas para uma "Noite Sertaneja" com comidas típicas e músicas nordestinas.




Barragem de Paiquerê no rio Pelotas pode causar danos graves

21/09/2007




Patrícia Benvenuti - Agência Chasque




Ambientalistas da organização não-governamental INGÁ devem apresentar em breve um estudo sobre o projeto da Usina Hidrelétrica de Paiquerê, no Rio Pelotas. O documento vai ser protocolado no Ministério do Meio Ambiente e aponta que, se a obra for construída, pode causar danos irreversíveis à biodiversidade local. A usina deve alagar mais de 80 quilômetros e promover o deslocamento de 250 famílias que vivem na área. A área é considerada estratégica para a preservação da biodiversidade. De acordo com o biólogo e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), Paulo Brack, o estudo de impacto ambiental feito pela empreiteira Engevix é incompleto e não leva em conta um grande número de espécies, muitas ameaçadas de extinção. Em 2006, o especialista comandou uma expedição independente na região de Paiquerê. Ele afirma que, em apenas cinco dias, sua equipe constatou muitas espécies que não haviam sido citadas no relatório da Engevix. “São mais de 100 espécies de árvores existentes lá e a Engevix lista um número muito reduzido no estudos. O estudos são fracos e tendenciosos no sentido de considerar a obra viável”, diz.A Hidrelétrica de Paiquerê faz parte do Plano Energético do governo federal, previsto no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Além desta, outras usinas devem ser construídas no mesmo rio. Para Brack, a falta de políticas governamentais adequadas gera empreendimentos que, além de trazer impactos ambientais, representam um problema social. “Os governos estão desinteressados e querem, sim, empregos que são temporários. Estão vindo levas de trabalhadores de fora para construir essas hidrelétricas, da Bahia, do Nordeste, do Centro do Brasil. As pessoas da região querem esses empreendimentos para dar emprego, mas é um emprego temporário e, infelizmente, dado para pessoas que vêm de fora”, lamenta.O Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) tem realizado reuniões junto às comunidades que podem ser atingidas pela Usina de Paiquerê. Erico Francisco da Fonseca, da coordenação do MAB, explica que a intenção é mobilizar as famílias contra a construção da barragem. Segundo ele, é preciso alertar sobre os prejuízos que, novamente, vão recair sobre a população.“O povo só tem a perder. Primeiro, quem mora ali perde seu habitat, sua identificação, sua cultura, se desfaz das comunidades. Só quem ganha são os grupos econômicos, porque se pelo menos fosse administrado pela União para que se fossem revertido os lucros dessas barragens”, afirma.Em 2005, a Engevix foi acusada de estar envolvida na fraude do licenciamento da Hidrelétrica de Barra Grande, também no Rio Pelotas. Em função disso, o Ministério Público determinou, no ano passado, que o processo de licenciamento de Paiquerê fosse interrompido até a realização de uma Avaliação Ambiental Integrada, que ainda não está concluída.

Wednesday, September 19, 2007

Quem somos? --------Movimento d@s Trabalhador@s Rurais Sem Terra


Foto: Sebastião Salgado

04/09/2007

Para falar sobre a trajetória do MST é preciso falar da história da concentração fundiária que marca o Brasil desde 1500. Por conta disso, aconteceram diversas formas de resistência como os Quilombos, Canudos, as Ligas Camponesas, as lutas de Trombas e Formoso, a Guerrilha do Araguaia, entre muitas outras. Em 1961, com a renúncia do então presidente Jânio Quadros, João Goulart - o Jango - assume o cargo com a proposta de mobilizar as massas trabalhadoras em torno das reformas de base, que alterariam as relações econômicas e sociais no país. Vive-se, então, um clima de efervescência, principalmente sobre a Reforma Agrária. Com o golpe militar de 1964, as lutas populares sofrem violenta repressão. Nesse mesmo ano, o presidente-marechal Castelo Branco decretou a primeira Lei de Reforma Agrária no Brasil: o Estatuto da Terra. Elaborado com uma visão progressista com a proposta de mexer na estrutura fundiária do país, ele jamais foi implantado e se configurou como um instrumento estratégico para controlar as lutas sociais e desarticular os conflitos por terra. As poucas desapropriações serviram apenas para diminuir os conflitos ou realizar projetos de colonização, principalmente na região amazônica. De 1965 a 1981, foram realizadas 8 desapropriações em média, por ano, apesar de terem ocorrido pelo menos 70 conflitos por terra anualmente.Nos anos da ditadura, apesar das organizações que representavam as trabalhadoras e trabalhadores rurais serem perseguidas, a luta pela terra continuou crescendo. Foi quando começaram a ser organizadas as primeiras ocupações de terra, não como um movimento organizado, mas sob influência principal da ala progressista da Igreja Católica, que resistia à ditadura. Foi esse o contexto que levou ao surgimento da Comissão Pastoral da Terra (CPT), em 1975.Nesse período, o Brasil vivia uma conjuntura de extremas lutas pela abertura política, pelo fim da ditadura e de mobilizações operárias nas cidades. Fruto desse contexto, em janeiro de 1984, ocorre o primeiro encontro do MST em Cascavel, no Paraná, onde se reafirmou a necessidade da ocupação como uma ferramenta legítima das trabalhadoras e trabalhadores rurais. A partir daí, começou-se a pensar um movimento com preocupação orgânica, com objetivos e linha política definidos.Em 1985, em meio ao clima da campanha "Diretas Já", o MST realizou seu primeiro Congresso Nacional, em Curitiba, no Paraná, cuja palavra de ordem era: "Ocupação é a única solução". Neste mesmo ano, o governo de José Sarney aprova o Plano Nacional de Reforma Agrária (PNRA), que tinha por objetivo dar aplicação rápida ao Estatuto da Terra e viabilizar a Reforma Agrária até o fim do mandato do presidente, assentando 1,4 milhão de famílias. Mais uma vez a proposta de Reforma Agrária ficou apenas no papel. O governo Sarney, modificado com os interesses do latifúndio, ao final de um mandato de 5 anos, assentou menos de 90 mil famílias sem-terra. Ou seja, apenas 6% das metas estabelecidas no PNRA foi cumprida por aquele governo.Com a articulação para a Assembléia Constituinte, os ruralistas se organizam na criação da União Democrática Ruralista (UDR) e atuam em três frentes: o braço armado - incentivando a violência no campo -, a bancada ruralista no parlamento e a mídia como aliada.Os ruralistas conseguiram impor emendas na Constituição de 1988 ainda mais conservadoras que o Estatuto da Terra. Porém, nessa Constituição os movimentos sociais tiveram uma importante conquista no que se refere ao direito à terra: os artigos 184 e 186. Eles fazem referência à função social da terra e determinam que, quando ela for violada, a terra seja desapropriada para fins de Reforma Agrária. Esse foi também um período em que o MST reafirmou sua autonomia, definiu seus símbolos, bandeira, hino. Assim foram se estruturaram os diversos setores dentro do Movimento.A eleição de Fernando Collor de Melo para a presidência da República em 1989 representou um retrocesso na luta pela terra, já que ele era declaradamente contra a Reforma Agrária e tinha ruralistas como seus aliados de governo. Foram tempos de repressão contra os Sem Terra, despejos violentos, assassinatos e prisões arbitrárias. Em 1990, ocorreu o II Congresso do MST, em Brasília, e que continuou debatendo a organização interna, as ocupações e, principalmente, a expansão do Movimento em nível nacional. A palavra de ordem era: "Ocupar, resistir, produzir".Em 1994, Fernando Henrique Cardoso vence as eleições com um projeto de governo neoliberal, principalmente para o campo. É o momento em que se prioriza novamente a agro-exportação. Ou seja, em vez de incentivar a produção de alimentos, a política agrícola está voltada para atender os interesses do mercado internacional e para gerar os dólares necessários para pagar os juros da dívida externa.No ano seguinte, o MST realizou seu III Congresso Nacional, em Brasília. Cresce a consciência de que a Reforma Agrária é uma luta fundamental no campo, mas que se não for disputada na cidade nunca terá uma vitória efetiva. Por isso, a palavra de ordem foi "Reforma Agrária, uma luta de todos".Já em 1997, o Movimento organizou a histórica "Marcha Nacional Por Emprego, Justiça e Reforma Agrária" com destino a Brasília, com data de chegada em 17 abril, um ano após o massacre de Eldorado dos Carajás, quando 21 Sem Terra foram brutamente assassinados pela polícia no Pará.Em agosto de 2000, o MST realiza seu IV Congresso Nacional, em Brasília, cuja palavra de ordem foi "Por um Brasil sem latifúndio" e que orienta as ações do movimento até hoje. O Brasil sofreu 8 anos com o modelo econômico neoliberal implementado pelo governo FHC, que provocou graves danos para quem vive no meio rural, fazendo crescer a pobreza, a desigualdade, o êxodo, a falta de trabalho e de terra. A eleição de Lula, em 2001, representou a vitória do povo brasileiro e a derrota das elites e de seu projeto. Mas, mesmo essa vitória eleitoral não foi suficiente para gerar mudanças significativas na estrutura fundiária e no modelo agrícola. Assim, é necessário promover, cada vez mais, as lutas sociais para garantir a construção de um modelo de agricultura que priorize a produção de alimentos e a distribuição de renda.Hoje, completando 22 anos de existência, o MST entende que seu papel como movimento social é continuar organizando os pobres do campo, conscientizando-os de seus direitos e mobilizando-os para que lutem por mudanças. Nos 23 estados em que o Movimento atua, a luta não só pela Reforma Agrária, mas pela construção de um projeto popular para o Brasil, baseado na justiça social e na dignidade humana.(*) Com informações do livro "A história da luta pela terra e o MST", Mitsue Morissawa, Editora Expressão Popular, 2001.

Marcha pela Reforma Agrária

A marcha do Movimento Sem Terra (MST) que saiu de Pelotas neste final de semana chegou, na manhã desta segunda-feira, dia 17, em Bagé (RS). Os 500 sem terra irão ficar na cidade durante toda a semana promovendo debates com a comunidade sobre a importância da reforma agrária e os prejuízos da expansão da monocultura de eucalipto na região.Márcio da Silva, integrante do MST, relata que diversos pequenos agricultores já deixaram a região Sul devido à expansão da monocultura do eucalipto. Ele conta que agricultores assentados em Bagé e Hulha Negra já reclamam da destruição das suas lavouras por caturritas, que estão sem alimento. "Queremos debater com a sociedade a questão da reforma agrária hoje, fazendo contraponto com a comunidade em relação ao agronegócio. Aqui na região, o puxador dessa questão é a monocultura de eucalipto. Empresas como a Votorantim estão comprando muitos hectares de terra e não deixam espaço para a reforma agrária. Queremos que essas terras saiam para a reforma agrária", diz.Cerca de 50 ruralistas aguardaram a chegada da marcha do MST no posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF), na entrada da Bagé. Os produtores afirmam que irão acompanhar todas as ações dos sem terra na cidade. Os sem terra devem permanecer em Bagé até o final da semana, onde ficam no salão recreativo do município. Depois, as famílias seguem em marcha para São Sepé. Na região central do Estado, a marcha que saiu de Bossocora chegou em Santo Ângelo na manhã de segunda, onde permanece durante a semana. Já os 600 integrantes do MST que estão em Canoas, na região metropolitana, voltam a marchar nesta terça, para São Leopoldo.A estimativa do MST é de que as três marchas cheguem à Fazenda Coqueiros, no Norte do Estado, até o final deste mês. Os sem terra reivindicam a desapropriação da área, que possui mais de nove mil hectares, para a reforma agrária. No local podem ser assentadas cerca de 400 famílias.A marcha do Movimento Sem Terra (MST) que saiu de Pelotas neste final de semana chegou, na manhã desta segunda-feira, dia 17, em Bagé (RS). Os 500 sem terra irão ficar na cidade durante toda a semana promovendo debates com a comunidade sobre a importância da reforma agrária e os prejuízos da expansão da monocultura de eucalipto na região.Márcio da Silva, integrante do MST, relata que diversos pequenos agricultores já deixaram a região Sul devido à expansão da monocultura do eucalipto. Ele conta que agricultores assentados em Bagé e Hulha Negra já reclamam da destruição das suas lavouras por caturritas, que estão sem alimento. "Queremos debater com a sociedade a questão da reforma agrária hoje, fazendo contraponto com a comunidade em relação ao agronegócio. Aqui na região, o puxador dessa questão é a monocultura de eucalipto. Empresas como a Votorantim estão comprando muitos hectares de terra e não deixam espaço para a reforma agrária. Queremos que essas terras saiam para a reforma agrária", diz.Cerca de 50 ruralistas aguardaram a chegada da marcha do MST no posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF), na entrada da Bagé. Os produtores afirmam que irão acompanhar todas as ações dos sem terra na cidade. Os sem terra devem permanecer em Bagé até o final da semana, onde ficam no salão recreativo do município. Depois, as famílias seguem em marcha para São Sepé. Na região central do Estado, a marcha que saiu de Bossocora chegou em Santo Ângelo na manhã de segunda, onde permanece durante a semana. Já os 600 integrantes do MST que estão em Canoas, na região metropolitana, voltam a marchar nesta terça, para São Leopoldo.A estimativa do MST é de que as três marchas cheguem à Fazenda Coqueiros, no Norte do Estado, até o final deste mês. Os sem terra reivindicam a desapropriação da área, que possui mais de nove mil hectares, para a reforma agrária. No local podem ser assentadas cerca de 400 famílias.

ATUALIZAÇÕES SEMANAIS ...


A partir de hoje faremos atualizações semanais sobre, movimentos radicais e rebeldes - armados ou não !!!


Grande abraço a todos e sorte !!!

Sunday, August 05, 2007

Transformers

Eis um filme muito aguardado por toda uma geração. E somente no período atual de desenvolvimento das técnicas cinematográficas este filme poderia ter sido realizado.
Mas bueno, vamos aos bastidores da história.
A saga dos Transformers iniciou no Brasil no ano de 1987. Mas o surgimento é um pouco anterior. Tudo começou com uma empresa japonesa (takara)que fabricava os bonequinhos e depois uma estadunidense que comprou os direitos de distribuição nos EUA. Nos EUA criaram o desenho para divulgar os brinquedos. Temos ai a primeira curiosidade. Não foram os desenhos que deram origem aos brinquedos, mas ao contrário.
Olhem o desenvolviemento desta história em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Universo_Transformers

A história dos Transformers é muito boa e interessante, ainda mais o fato de ser uma luta de operários contra militares. Viva Optimus Prime !!!
Assim temos a saga, os bons operários lutando por justiça contra os malvados militares. Isso é perfeito.
Bom quanto ao filme. Ele tem um enfoque maior nos seres humanos (oque é de lamentar), deixando os robos em segundo plano. Ou em pano de fundo, ou seja, a história obviamente depende deles. Mas colocam um guri, que é escolhido por um carro transformer, por ser o tataraneto do descobridor dos robos no ártico. Bom ... aquela velha história, o guri que pega a mina mais gata da escola e ainda vira o herói da humanidade. Neste ponto, cagaram a história. Todoo enredo, o conteúdo que há na história dos transformers, fica reduzido a uma introdução de dez minutos. ... continua ....

Thursday, July 05, 2007

Carta ao comando do Sistema Solar - Via Láctea !!!

Depois de um longo período em silêncio (as vezes é importante), voltamos, na busca por equilibrar o barco, as condições do tempo geram preocupação. Sei e entendo, e sinceramente espero que estejam bem informados, mas ver de longe (ou de perto mesmo), não é a mesma coisa que estar vestindo este corpo. Nenhuma novidade, mas uma experiência não é viver !!
Bueno senhoras e senhores, entidades, anjos, arcanjos, mestres ascencionados, salamandras, gnomos, elfos, enfim, com todo respeito e veneração que cada um merece, mas necessitamos unir forças de forma mas evidente e por que não, densa. Perdoem-me a sugestão. Mas carecemos de mais pessoas e/ou seres evoluídos. E nós já deixamos de perce ber coisas pra lá de evidentes ... apersar de vermos outras melhor --------> houve evolução, isso é inegável ... só que a casa ficou pequena, muita gente pra festa e não tinhamos preparado, na real, não esperavamos tanta gente .... hehehehe.
Sendo assim, temos que arrumar a casa, coisa que mal ou bem, está acontencedo. As evidências da grande Pacha Mama, já se tornaram evidentes até para um "cego". Assim sendo, temos que passar para uma ecologia mais individual, do corpo físico primeiramente. Está é a única forma. É nesse sentido que devemos ir. Tendo disciplina no que tange, alimentação, exercícios físicos, estudo (todas as áreas, sempre), descanso, trabalho (pouco, pra ter pra todo mundo).


Como podemos resolver isso? Dispenso a informação de que primeiro eu ... isso é evidente e óbvio e agradeço por lembrarem constatantemente.
Aguardo respostas ... temo pela saúde do planeta e de todos, a galera anda aloprando muito.

As vezes esqueço a efemeridade da vida e perco a perspectiva diante da magnitude ... as futilidades cotidianas nos ocupam deveras ... tudo tem uma solução. Uma solução mágica e que mais um milagre aconteça neste planeta que coleciona milagres. Uma saída, mais uma partida, e vamos dar um geito nisso. Mais escola, menos prisão ... isso é inaceitável!!!

Solicito mais um grupo preparado para trabalhar neste sentido. E que tragam algumas dicas de como fazermos essa intervenção.

-Hortas populares - Todo bairro (em conjunto, por meio da associação de moradores), deve comprar uma área e contruir esses espaços, autonomamente.
-Bibliotecas em todos os bairros
-Ginásios Públicos - em todos os bairros
-ONG - Que terá como finalidade orientar as associações de bairros no sentido de criar essas instalações !!!


-Espaço para Música


E que a força esteja com vocês !!!

Sunday, April 29, 2007

A perplexidade diante da quebra da tradição !

Lendo o livro de Hannah Arendt pensei em alguns pontos que gostaria de registrar:

Primeiro uma trivialidade (curiosidade se preferirem):
Os romanos adotaram a tradição grega. Ela espalharam para todo o ocidente. O império romano "fático" foi destruído pelo bárbaros, povos germânicos, vândalos. Depois de 2000 anos novamente os "bárbaros" voltam a detruir Roma agora sim a sua forma de pensar, a sua tradição. De fato o império romano acabou mesmo no século XIX com Marx (na política), Kierkegaard (na religião) e com Nietzsche (na metafísica). Uma mera coicidência talvez. Os mesmos que acabaram com os romanos na base da pauleira acabaram com o intelecto. Evidente que não é tão simples assim. Mas assim é o que parece.

Mais um devaneio:

Marx abandona o homo sapiens sapiens pelo homo laborians - em substituição (transformação) da tradição de que a principal distinção com relação aos demais animais - ou principal "função" do homem - seria não a razão mas o trabalho. O que podemos dizer disso? Que nem Hegel - último "tradicionalista" - e nem Marx - rebelde da tradição - estavam completamente certos ou errados. O que se percebe é que ambas as chamadas "princípais características" são indispensáveis a formação do homem - razão e trabalho; que devem ser administradas em sua medida adequada para que uma não sufoque a outra. Um tempo maior a contemplação (ao ócio) seria necessário, com relação ao trabalho?

Pág. 68 - minha contestação : porém as necessidades funcionais começam a perder poder de ação e influência no pensamento no momento em que se tornam banais e superficiais. A busca pelas necessidades básicas, acrescidas da vida bem vivida ...

Espantoso perceber a contradição de Marx e mais ainda em ver ela solucionada por Lafargue. Marx glorifica o trabalho mas a sua sociedade ideal é sem trabalho e sem classe, sem política, sem pensamento. Lafargue coloca a necessidade de se desvalorizar o trabalho como forma de garantir a virada de jogo. ????

Boa noite e boa sorte !!!

Considerações de longa data ...

Bueno, faz tempo que não venho para essas bandas. Depois de longa ausência retorno para registrar mais alguns pensamentos (se é que de fato tenho os meus??!!). O que vou escrever não é uma continuidade do que vinha escrevendo. Acredito que isso não seja um problema. Um dia venho para organizar esse blog. Sorte !!!